STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus — entre eles ex-ministros e militares — acusados de envolvimento em uma trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

A análise do caso está sendo conduzida pela Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e deve se estender até o próximo dia 12 de setembro. Os acusados respondem pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado.

Como será o julgamento
A sessão foi aberta pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. Em seguida, Moraes apresentou o relatório com o histórico do processo, reunindo investigações e provas que embasam a denúncia.

Após a leitura, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para expor a acusação. Na sequência, os advogados de defesa de cada réu poderão se manifestar, com prazo de uma hora cada.

A votação começará pelo relator, Alexandre de Moraes, seguida pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A maioria simples, ou seja, três votos, será suficiente para determinar o resultado.

Cronograma das sessões
O STF definiu sessões extraordinárias para a análise do processo:

2 de setembro (terça-feira): 9h e 14h
3 de setembro (quarta-feira): 9h
9 de setembro (terça-feira): 9h e 14h
10 de setembro (quarta-feira): 9h
12 de setembro (sexta-feira): 9h e 14h
As sessões estão sendo transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do STF, além da cobertura de diversos veículos de imprensa.

Réus e acusações
Entre os réus, além de Bolsonaro, estão ex-ministros de seu governo e militares de alta patente. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo teria atuado em conluio para tentar minar a democracia, estimular atos de insubordinação das Forças Armadas e fragilizar as instituições.

Expectativas

Este julgamento é considerado histórico e poderá definir responsabilidades em um dos episódios mais delicados da história recente do Brasil. Caso condenados, os réus poderão receber penas que incluem prisão e perda de direitos políticos.