Meio ambiente
Moradores de Batayporã reclamam de mau cheiro constante na cidade
BATANEWS/REDAçãO
Moradores de diversos bairros da parte alta de Batayporã (MS) têm relatado um forte mau cheiro que atinge a cidade há vários meses. As reclamações são mais frequentes nas regiões do Loteamento São José, Vila Maria Gonçalves e bairros vizinhos.
Segundo uma moradora que preferiu não se identificar, o odor é semelhante ao de chiqueiro ou confinamento de animais, e vem sendo sentido com frequência desde junho deste ano. O problema tem causado incômodo e preocupação entre os moradores. “Já falei com muita gente, com a prefeitura e até com vereadores, mas nada se resolve. Estamos desde junho falando disso, e até agora nenhuma solução. É um desabafo”, relatou a moradora ao Portal Bata News.
Batayporã já enfrentou situações semelhantes no passado, relacionadas a atividades industriais, como laticínios, abatedouros e frigoríficos. Na época, as causas foram identificadas e as medidas necessárias foram tomadas para resolver os casos.
Desta vez, no entanto, o mau cheiro persiste, e parte da população acredita que a origem pode estar ligada a um confinamento de animais localizado próximo a área urbana, algo que, segundo os moradores, não deveria ocorrer em zona residencial.
A reportagem entrou em contato com o coordenador de Vigilância Sanitária, que afirmou. “Já temos conhecimento da situação. Verificamos toda a cidade por meio da equipe de vigilância entomológica, e constatamos que o mau cheiro não vem de nenhuma área dentro da zona urbana do município. Essa situação foi encaminhada à Polícia Militar Ambiental, que está tomando as devidas providências diante de uma possível fonte do problema.”
Em seguida, a reportagem também conversou com o secretário municipal de Meio Ambiente, Renan Bom, que confirmou ter conhecimento do caso. “Já fizemos contato com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro/MS) para verificar quais medidas podem ser tomadas. Dentro da estrutura legal e ambiental, o possível local que estaria causando os odores possui documentação regularizada, mas estamos atentos e buscando soluções junto aos órgãos competentes e demais secretarias envolvidas”, explicou.
Renan destacou ainda que o objetivo não é impedir nenhuma atividade, mas encontrar soluções conjuntas e pacíficas. “Nosso intuito não é barrar nada, e sim buscar soluções. A Secretaria de Meio Ambiente, a Vigilância Sanitária, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro/MS), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul/MS) e a Secretaria de Saúde estão unindo esforços para resolver a situação. Acreditamos que até os próprios proprietários do local já estão colaborando com isso”, afirmou o secretário.
Enquanto isso, os moradores continuam cobrando uma solução definitiva e pedem que as autoridades ambientais e municipais identifiquem a origem do problema para restabelecer a qualidade de vida na cidade. “Tudo se resolve quando se busca soluções. O que não pode é ficar do jeito que está, porque se continuar assim, logo vai piorar”, lamentou a moradora.



