STF volta a julgar núcleo dos “kids pretos' nesta 3ª feira

1ª Turma analisa caso envolvendo grupo de militares, apontado pela PGR como responsável por ações operacionais para manter Bolsonaro no poder

BATANEWS/PODER360


Esse é o 3º núcleo a ser julgado pela 1ª Turma do STF; nos 2 anteriores, todos os réus foram condenados, entre eles o próprio Bolsonaro (foto), que recebeu pena de 27 anos e 3 meses de prisão

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta 3ª feira (18.nov.2025) o julgamento do núcleo dos chamados “kids pretos', grupo composto majoritariamente por militares acusados pela PGR (Procuradoria Geral da República) de integrar a estrutura operacional de um plano para manter o então presidente, Jair Bolsonaro (PL), no poder depois da derrota nas eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

A sessão será aberta com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, se manifestam Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente da 1ª Turma, Flávio Dino. Se houver maioria pela condenação, os ministros passam à fase da dosimetria, quando definem a pena individual de cada réu. Na semana passada, o colegiado encerrou as sustentações orais da PGR e das defesas.

Formado por militares da ativa e da reserva com experiência em operações especiais, o grupo é descrito na denúncia como responsável pelas ações de execução do plano golpista. O monitoramento e a tentativa de neutralização de autoridades públicas, além de esforços para pressionar o alto comando do Exército a aderir à ruptura institucional, estão entre as medidas.

A Procuradoria sustenta que integrantes desse núcleo elaboraram o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo', que previa o assassinato do presidente eleito, Lula; do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB); e do próprio Moraes. Na abertura do julgamento, em 11 de novembro, o procurador-geral, Paulo Gonet, defendeu a condenação de todos os réus.

Os réus são citados na denúncia da PGR como envolvidos na operação “Copa 2022', ligada ao plano “Punhal Verde e Amarelo'.

A Operação Copa 2022 foi uma ação de caráter tático e coercitivo, considerada o ponto culminante da execução do plano golpista de uma organização criminosa que pretendia romper a ordem democrática no Brasil. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a operação tinha como objetivo a “neutralização' de autoridades centrais do regime democrático.

A ação estava vinculada a um plano mais amplo, denominado “Punhal Verde Amarelo', de natureza violenta e coordenada. Essa etapa representava a execução prática do plano, voltada contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O conjunto de ações que incluía a Operação Copa 2022 buscava criar um cenário de instabilidade institucional e social, com o intuito de justificar a adoção de medidas de exceção.