Saúde
Jair Bolsonaro: relatório aponta piora em crises de soluço
Documento entregue ao STF aponta piora no quadro nos dias 9 e 10 de junho. Ex-presidente cumpre prisão domiciliar em razão do estado de saúde. Equipe quer realizar novos exames.
BATANEWS/G1
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora nas crises de soluço nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico enviado ao STF.
A equipe médica administrou doses extras de remédios até o 'limite terapêutico de segurança' para conter as crises do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Bolsonaro passará por novos exames para investigar a função do esfíncter esofágico inferior e a presença de esofagite crônica, visando ajustar o tratamento.
Embora estável do ponto de vista cardiológico, o ex-presidente ainda relata cansaço ao realizar esforços médios e oscilações em seu equilíbrio corporal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, apresentou uma piora considerável em seus episódios de soluços nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Devido à intensidade e à frequência das crises, a equipe médica que acompanha o ex-presidente precisou administrar doses extras de medicamentos, atingindo o "limite terapêutico de segurança" .
Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde, que inclui a recuperação de uma broncopneumonia e o acompanhamento de problemas crônicos.
Recentemente, em maio, o ex-presidente também passou por uma cirurgia no ombro direito.
De acordo com o relatório médico, a persistência do quadro de soluços demanda a realização de novos procedimentos para ajuste da conduta terapêutica.
O ex-presidente também deverá ser encaminhado para realizar os seguintes exames:
endoscopia digestiva alta;manometria esofágica de alta resolução;pHmetria gástrica.
O objetivo dessas avaliações é investigar a função do esfíncter esofágico inferior e analisar a presença de esofagite crônica, fatores que podem estar relacionados à recorrência dos soluços.
Estado geral
No boletim enviado à Corte, os médicos afirmam que, do ponto de vista cardiológico, o ex-presidente permanece estável, com a pressão arterial controlada .
No entanto, segundo a equipe que acompanha Bolsonaro, ele mantém queixas de cansaço e fadiga ao realizar esforços médios, além de oscilações no equilíbrio corporal.
A prisão domiciliar de Bolsonaro é monitorada e faz parte da execução da pena de 27 anos e três meses a que foi condenado pelo STF por tentativa de golpe.





