Maternidade e pediatra são condenadas a pagar R$ 15 mil, por violência obstétrica

O caso aconteceu em 2019 e na ocasião a mãe sofreu violência obstétrica de natureza psicológica e verbal durante a internação para o nascimento da filha

BATANEWS/CORREIO DO ESTADO


Na sentença, o juiz destacou que a autora estava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional - FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Uma maternidade na Capital e uma médica pediátrica, foram condenadas a pagar R$ 15 mil em indenização por danos morais, após a profissional cometer violência obstétrica de natureza psicológica, contra uma mãe que esperava o nascimento da filha. O caso aconteceu em 2019. 

A sentença foi proferida pelo magistrado Wilson Leite Corrêa, através da 5ª Vara Cível de Campo Grande, que reconheceu que a profissional atuou de forma irresponsável com relação aos cuidados da mãe, que passava por um momento de extrema vulnerabilidade emocional. 

A mãe alegou nos autos, momentos de extrema angústia por não receber notícias da filha, após nascer apresentou problemas respiratórios e foi encaminhada para UTI Neonatal.

Diante desse cenário, a vítima relatou tratamento ríspido por parte da pediatra ao questioná-la sobre informações sobre a recém-nascida. 

Ainda durante o processo foi realizada uma perícia médica e apesar da falta de empatia por parte da médica, foi concluído que não houve qualquer falha técnica no atendimento prestado à criança. 

Ao concluir a sentença o juíz destacou que a autora do processo estava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional, por ter acabado de passar por uma cirurgia cesariana e estar separada da filha recém-nascida. 

Ele ainda complementa dizendo que “a postura adotada pela requerida, ao elevar o tom de voz e envolver-se em discussão no interior do quarto hospitalar, extrapolou os limites do mero dissabor cotidiano e configurou violência obstétrica de natureza psicológica e verbal”.