Polícia aponta homicídio em caso de homem carbonizado no córrego Anhanduí

A perícia científica verificou que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo

BATANEWS/REDAçãO


Corpo de homem foi encontrado às margens do córrego Anhanduizinho, na avenida Ernesto Geisel - Marcelo Victor / Correio do Estado

O corpo de um homem, conhecido como 'Baixinho', de 40 anos, foi achado carbonizado, nesta sexta-feira (3), em meio a um barraco queimado, montado às margens do córrego Anhandui, no bairro Jardim Jacy, em Campo Grande. 

O local dos fatos fica às margens do córrego na Avenida Presidente Ernesto Geisel, onde diversas pessoas sem residência fixa e usuários de drogas costumam construir seus barracos e fixar moradia no local.

 Debaixo das molas, do que a Polícia Civil acredita tratar-se de um colchão, estava o corpo carbonizado do homem, até o momento sem identificação.

De acordo com o Correio do Estado , a perícia científica e a equipe de engenharia ambiental verificaram que havia marcas de sangue próximo ao corpo da vítima, indicando que pode ter ocorrido um arrastamento do corpo. Além disso,  há indícios de que o homem pode ter sido colocado por debaixo do colchão, antes de ser queimado.

Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento que o barraco fica totalmente destruído por um incêndio, que se alastrou em um raio com cerca de 5 metros de diâmetro.

Uma amiga de Baixinho compareceu no local e disse que ele residia no barraco ao lado e que, na quinta-feira (2), por volta das 16h, viu o homem com vida pela última vez. A mulher informou que, por volta das 20h, notou um incêndio no local e deslocou-se para outra área, pois é usuária de drogas.

Ela permaneceu longe de seu 'barraco' até esta sexta-feira (3) e quando retornou, por volta das 7h, viu o barraco de Baixinho totalmente destruído, pedindo para que populares acionassem equipes do Corpo de Bombeiros.

A testemunha e alguns comerciantes próximos ao local dos fatos afirmaram que a vítima era usuária de drogas, não sendo relatado qualquer tipo de desavença com outras pessoas.

A equipe da perícia recolheu amostras de sangue no local dos fatos, não sendo possível informar naquele momento se o corpo da vítima apresentava outras marcas de violência além da carbonização. Exames mais detalhados serão realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). Também será realizado o exame necropapilar para identificação. 

Equipes da Polícia Militar, Civil e por do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC-CEPOL), como homicídio qualificado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso.