Policial
Dinheiro com lacre do Banco Central é apreendido em operação que investiga desvio de R$ 27 milhões
BATANEWS/REDAçãO
A Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), apreendeu cédulas de dinheiro ainda envoltas nos lacres originais do Banco Central do Brasil durante o cumprimento de mandados contra um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos em Mato Grosso do Sul.
Entre os valores encontrados estão três pacotes de notas de R$ 100, cada um totalizando R$ 10 mil, além de cinco bolos de cédulas de R$ 50 também lacrados pelo Banco Central. Ao todo, a operação apreendeu R$ 69.795 em espécie e US$ 907. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) não informou em qual endereço o dinheiro foi localizado.
Em uma das imagens divulgadas pelo MPMS, o dinheiro aparece sobre um caderno que traz a frase bíblica 'Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união', trecho do Salmo 133.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava servidores públicos cooptados para direcionar e fraudar contratações por inexigibilidade de licitação destinadas à aquisição de livros paradidáticos. O suposto esquema movimentou cerca de R$ 27 milhões em contratos públicos.
Os investigadores também apuram a atuação de servidores da área da saúde, que teriam utilizado a influência em órgãos públicos para favorecer a liberação de exames, cirurgias e vagas hospitalares. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi procurada para comentar o caso.
A operação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
O nome Operação Gutenberg faz referência a Johannes Gutenberg, inventor responsável por popularizar a impressão de livros. Conforme o MPMS, a escolha do nome simboliza o contraste entre a importância histórica dos livros para a disseminação do conhecimento e o uso desse material, segundo a investigação, para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
*Credito. Dourados Agora/Flávio Verão




