Política
O peso político de Michelle Bolsonaro indicado por nova pesquisa eleitoral
Em entrevista ao Ponto de Vista, cientista político afirma que ex-primeira-dama preserva capital após racha familiar
BATANEWS/VEJA
Mesmo após o racha público com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continua como um dos principais ativos eleitorais do PL. Em participação no programa Ponto de Vista, o cientista político Márcio Coimbra afirmou que Michelle mantém forte influência entre o eleitorado conservador, reúne atributos para disputar o Senado pelo Distrito Federal e pode até se tornar uma alternativa do partido na corrida ao Palácio do Planalto, caso o cenário eleitoral sofra mudanças (este texto é um resumo do vídeo acima).
O que mostram as pesquisas sobre Michelle Bolsonaro?
Ao introduzir o tema, a apresentadora Laísa Dall’Agnol destacou que uma pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira, 20, mostra Michelle entre os nomes mais competitivos na disputa pelo Senado no DF. Nos dois cenários testados, a ex-primeira-dama aparece na segunda colocação, com índices entre 36% e 37,7% das intenções de voto, atrás apenas da senadora Leila Barros (PDT), a Leila do Vôlei, que lidera a disputa pela reeleição.
Laísa lembrou ainda que a participação de Michelle nas eleições de 2026 passou a ser alvo de dúvidas após os vídeos em que criticou publicamente Flávio e anunciou seu afastamento da presidência do PL Mulher.
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Qual é o peso político de Michelle Bolsonaro?
Questionado sobre o impacto da ex-primeira-dama na campanha do PL, Márcio Coimbra afirmou que Michelle permanece como uma das figuras mais relevantes do partido. “Michelle tem um peso preponderante nas eleições deste ano.”
Segundo o cientista político, ela reúne características que ampliam seu alcance junto ao eleitorado. “Ela tem um discurso muito bom; é uma política que tem o dom da oratória tradicional e sabe se aproximar do eleitor.”
Na avaliação de Coimbra, Michelle também fortalece a interlocução com dois segmentos considerados estratégicos para o PL. “Ela se aproxima do voto feminino, que é um dos pontos fracos na candidatura de Flávio, e tem um trânsito muito bom entre o voto evangélico.”
Michelle pode virar candidata à Presidência?
Durante a entrevista, Coimbra afirmou que o cenário eleitoral ainda permanece aberto e lembrou que a legislação permite substituições de candidaturas em determinadas circunstâncias. “O tabuleiro não está plenamente desenhado.”
Segundo ele, uma eventual mudança dependeria de acontecimentos futuros relacionados à disputa presidencial. “Se houver um abalo na candidatura de Flávio e ela decantar, Michelle com certeza está no banco de reservas de Valdemar Costa Neto para talvez assumir esta candidatura à Presidência.”
O cientista político ressaltou ainda que existem especulações em Brasília sobre possíveis novos desdobramentos envolvendo a disputa, mas apresentou essa hipótese como um cenário eventual.
Qual pode ser o papel de Michelle na eleição para o Senado?
Além da corrida presidencial, Coimbra avaliou que Michelle permanece competitiva na disputa por uma das vagas ao Senado pelo DF. Segundo ele, o sistema eleitoral, que permite ao eleitor votar em dois candidatos, pode favorecer uma estratégia conjunta do PL. “Michelle, ao lado de Bia Kicis, podem acabar catapultando o poder de voto das duas e ambas vencerem a eleição.”
Na avaliação do cientista político, a dinâmica da eleição para o Senado pode ampliar o potencial eleitoral da chapa apoiada pelo partido, especialmente em um cenário de forte mobilização do eleitorado conservador.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.




