Policial
Jovem é preso e adolescente apreendido por emboscada contra pai em SC
Conforme a Polícia Civil, o crime aconteceu em 29 de junho, em Apiúna, interior do estado catarinense
BATANEWS/CGNEWS
Um jovem de 20 anos foi preso e um adolescente de 17 foi apreendido em uma propriedade rural de Iguatemi, suspeitos de participação em uma tentativa de homicídio contra o pai no fim de junho, no município de Apiúna (SC). A ação foi realizada na segunda-feira (20), com apoio da Polícia Civil sul-mato-grossense.
Além da prisão preventiva do rapaz, os policiais cumpriram um mandado de internação provisória contra o adolescente, apontado pela investigação como filho da vítima. Um terceiro investigado, de 19 anos, se apresentou espontaneamente à Delegacia de Polícia de Santa Catarina nesta terça-feira (21), onde os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva.
Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, o crime aconteceu na noite de 29 de junho, na comunidade de Ribeirão Bracinho, zona rural de Apiúna. As investigações indicam que os três suspeitos aguardaram a chegada da vítima escondidos nas proximidades da residência para atacá-la.
Segundo a apuração, o jovem de 20 anos efetuou disparos de arma de fogo, atingindo o braço da vítima e fazendo novos tiros em sua direção. Na sequência, o investigado de 19 anos passou a agredi-la fisicamente, enquanto o filho permaneceu ao lado dos comparsas durante toda a ação, dando apoio ao ataque.
Ainda de acordo com a polícia, a vítima conseguiu registrar parte da emboscada em vídeo por meio do telefone celular. As imagens, junto aos depoimentos, laudos periciais e outros elementos reunidos durante a investigação, embasaram os pedidos de prisão preventiva e de internação provisória, posteriormente autorizados pela Justiça.
A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada a desentendimentos envolvendo o filho da vítima e um grupo de amigos por causa do uso de motocicletas de trilha sem documentação e conduzidas por pessoas não habilitadas. A polícia afirma que a vítima costumava repreender as condutas do grupo e chegou a acionar as autoridades, o que teria intensificado os conflitos.
Após serem interrogados, os investigados alegaram ter agido em legítima defesa. A versão apresentada, no entanto, ainda será confrontada com as provas reunidas durante o inquérito.




