Agora aliados, Soraya revela que há 10 anos já apoiava Fábio Trad

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Relacionamento antigo – Agora aliados no mesmo campo político, Soraya Thronicke revelou, durante a convenção do PSB, que já apoiava o pré-candidato ao governo, Fábio Trad (PT) há dez anos. Segundo a senadora, o apoio remonta a 2016, quando o então advogado disputou uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Após uma disputa marcada por brigas, Trad recebeu apenas 16 votos e terminou em sétimo lugar, ficando fora da lista sêxtupla da OAB/MS. Na ocasião, a vaga acabou sendo ocupada por Alexandre Bastos.

Alfinetada – Ao declarar apoio a Fábio Trad, Soraya Thronicke também fez uma crítica indireta sobre o nome do escolhido à época. 'Nós fizemos a campanha dele para ser desembargador, fizemos um auê, um brigueiro, e quem entrou no lugar dele hoje está afastado por corrupção no nosso Tribunal de Justiça', disse. Em seguida, reforçou a confiança no aliado: 'Eu defendo o seu nome de olhos fechados, porque você é uma pessoa realmente incrível'.

Caixa exclusivo – Sem outros candidatos na chapa do PSB, a verba eleitoral que chegar ao partido no Estado ficará concentrada na campanha de Soraya Thronicke. Questionada sobre o destino dos recursos, ela confirmou: “Vai ser colocada na minha campanha'. Ainda sem o valor definido, a senadora disse esperar uma quantia significativa e defendeu o financiamento público. “Quem fala mal do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário não sabe o que está falando', afirmou. “Se não fosse isso, nós nunca chegaríamos a lugar nenhum. Só os ricos, pagando do próprio bolso, conseguiriam', complementou.

Memória afetiva – O lançamento da candidatura de Fábio Trad (PT) ao governo teve um momento de homenagem familiar. No telão, foi exibida uma gravação de seu pai, Nelson Trad, falecido em 2011. Embora não tratasse da candidatura, o vídeo ganhou significado político durante o evento. Nelson relembrou a infância do filho, suas aptidões intelectuais e a aprovação no vestibular no Rio de Janeiro. Também destacou a atuação de Fábio na presidência da OAB-MS e o reconhecimento de seus trabalhos jurídicos. “Tenho uma enorme gratidão, como pai, pelo filho que você tem se revelado', afirmou o patriarca no vídeo antigo que foi reprisado.

HC improvisado – Durante o discurso, Fábio também relembrou que o pai, Nelson, foi preso por motivos políticos durante a ditadura militar, em 1965, após a publicação do AI-2, ato institucional que extinguiu os partidos políticos existentes e concedeu amplos poderes ao Executivo. Segundo ele, mesmo preso, o pai escreveu um rascunho de habeas corpus para si e outros 11 presos políticos que dividiam a mesma cela.

Nome omitido – Ao reconstituir a prisão do pai, Fábio contou que “três jipes verde-oliva' foram buscá-lo na Rua Barão do Rio Branco, onde a família morava de aluguel. À época, o patriarca dos Trad tinha 35 anos e três filhos. “O Marcos, com 1 ano; a Fátima, com 3; e o primogênito, com 4', enumerou. O primogênito era Nelsinho Trad (PSD), mas Fábio não pronunciou o nome do irmão mais velho. Atualmente, o senador está no campo político oposto e apoiará a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), adversário de Fábio nas urnas.

Como de costume – Ainda no tema convenções partidárias, a velha gafe envolvendo Mato Grosso do Sul voltou a se repetir. Durante o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência realizada em São Paulo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou a presença de Eduardo Riedel (PP) como governador de Mato Grosso, confundindo com o vizinho.

Home office sem prazo – A Câmara de Naviraí colocou assessores parlamentares e de gabinete em regime de home office por tempo indeterminado, sob a justificativa da reforma emergencial da cobertura do prédio. A portaria não estabelece uma data para o retorno ao trabalho presencial e prevê que o teletrabalho permanecerá em vigor até nova decisão da Presidência. Durante esse período, os servidores deverão permanecer disponíveis no horário de expediente e poderão ser convocados para comparecer presencialmente sempre que a administração considerar necessário.

Passado presente - Quem conviveu à época do governo Zeca do PT deve se lembrar da frase, repetida quase como um mantra: 'O dia que cada chinês comer um bifinho, Mato Grosso do Sul estará feito.' Na época, o Estado ainda brigava para se livrar da febre aftosa e sonhava em abrir mercados. O tempo passou, a aftosa ficou para trás, a China se tornou, de longe, o maior comprador da carne sul-mato-grossense e o sonho, de certa forma, virou realidade. A frase envelheceu bem. O detalhe é que, quando um setor passa a depender tanto de um único cliente, qualquer soluço do outro lado do mundo acaba refletindo diretamente na economia daqui.

Dependência chinesa - A ironia da pecuária é que seu maior trunfo também virou motivo de preocupação. Com o encerramento da cota anual de importação da China, frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam abates, concederam férias coletivas e reduziram a produção em até 40%. A aposta do setor é que o mercado comece a reagir a partir de setembro, quando as indústrias voltam às compras de bois pensando nos embarques da nova cota de 2027. Até lá, o mercado segue olhando mais para Pequim do que para Brasília. No fim das contas, o sonho do 'bifinho chinês' deu certo. Só ninguém imaginava que Mato Grosso do Sul também ficaria esperando o apetite da China para voltar a acelerar as linhas de abate.