Chuvas retornam ao Centro-Oeste, mas plantio da soja exige cautela

Previsão de precipitações irregulares pode elevar o risco de semeadura com baixa umidade em Mato Grosso e Rondônia e atrasar o início da safra no Matopiba.

BATANEWS/OPR


Foto: Divulgação

Os modelos meteorológicos indicam avanço das chuvas sobre áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Norte ao longo de setembro, o que deve melhorar as condições para o início do plantio da safra de verão. A distribuição das precipitações, porém, tende a permanecer irregular, principalmente no Centro-Oeste e no Matopiba, sem garantir, por enquanto, o estabelecimento definitivo da estação chuvosa nas principais regiões produtoras.

A avaliação consta da edição de setembro do Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA. Segundo a consultoria, a irregularidade das precipitações deve exigir maior cautela no avanço da semeadura da soja em Mato Grosso e Rondônia. O risco é iniciar o plantio com pouca umidade no solo e, posteriormente, enfrentar a necessidade de replantio caso as chuvas não se regularizem.

No Matopiba, um atraso na regularização das precipitações pode postergar o início da implantação das lavouras. A situação também aumenta a exposição das áreas recém-semeadas a períodos de tempo seco e temperaturas elevadas durante o verão.

Café e citros se beneficiam da umidade As chuvas registradas no início de setembro também melhoram as condições para culturas perenes. No café, a reposição da umidade do solo após o período seco favorece o desenvolvimento e a uniformidade das primeiras floradas da safra 2027/28.

Na citricultura, a maior disponibilidade de água reduz o estresse hídrico dos pomares e contribui para o desenvolvimento dos frutos.

Excesso de chuva preocupa trigo no Sul No Sul, a previsão é de chuvas mais frequentes, sobretudo no Rio Grande do Sul. O cenário aumenta o risco de excesso de umidade e menor luminosidade, além de elevar a pressão de doenças nas lavouras.

Para o trigo, o período exige atenção nas fases finais do ciclo e durante a colheita. De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, a persistência da umidade pode favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e prejudicar a qualidade dos grãos.