Da alfabetização ao emprego, Juliana leva sua história a ato de Riedel em Dourados

Faxineira de 33 anos e mãe de dois filhos relata que voltou a estudar, aprendeu a ler e escrever e conseguiu trabalho por meio da Funtrab; encontro reuniu pelo menos 3 mil apoiadores e destacou o peso regional da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul

BATANEWS/ASSESSORIA DE IMPRENSA


Fotos: Saul Schramm

Juliana dos Santos Reis, de 33 anos, foi à Seleta, em Dourados, com um motivo muito particular. Faxineira e mãe de dois filhos, ela queria agradecer por oportunidades que, segundo conta, ajudaram a mudar sua vida: fez a Educação de Jovens e Adultos (EJA), aprendeu a ler e escrever e conseguiu emprego com a intermediação da Funtrab.

Eduardo Riedel talvez não conhecesse aquela história entre as milhares que encontrou durante o ato político realizado na cidade. Juliana, porém, fazia questão de contá-la. Para ela, a possibilidade de estudar e chegar ao mercado de trabalho se mistura à avaliação que faz do governo e explica por que decidiu comparecer ao encontro do candidato à reeleição pelo Progressistas, cuja candidatura foi oficializada em agosto.

“Eu tenho tudo que tenho graças ao Eduardo Riedel. Graças a essas oportunidades que ele me deu, eu aprendi a ler e consegui um emprego graças à ajuda dele. E hoje posso colocar o pão de cada dia no prato dos meus filhos”, afirmou.

A associação entre essas conquistas e o governador parte da própria Juliana. A Funtrab, citada por ela, é uma fundação vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul responsável pela execução de políticas públicas de trabalho, emprego e renda, incluindo intermediação de mão de obra, qualificação e atendimento aos trabalhadores.

Naquela noite, porém, Juliana era apenas um dos rostos de uma mobilização muito maior.

Uma história entre milhares

O calor próximo dos 30 graus acompanhou a movimentação desde antes da chegada de Riedel. Bandeiras tomavam a entrada da Seleta, camisetas de candidatos se espalhavam pelo público, faixas dividiam espaço com celulares erguidos e o som das vuvuzelas antecipava o clima de campanha.

O governador chegou acompanhado por uma carreata. Dentro da Seleta, pelo menos 3 mil pessoas participaram do encontro, em uma demonstração de apoio à continuidade de sua gestão.

Entre o público estava também a enfermeira Maria Celina Alvarenga, de 39 anos. No caso dela, a identificação com Riedel passa menos por uma política específica e mais pela percepção que construiu sobre a forma como o governador se relaciona com as pessoas.

“Eu apoio o Eduardo. Ele fala com a gente, transparece ser uma pessoa muito simples e humilde, gente como a gente. Eu, como enfermeira, tenho a função de cuidar, e vejo que ele quer continuar fazendo o mesmo por Dourados e por Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Já o vendedor Josué de Pádua Tefis, de 30 anos, destacou outro aspecto: a presença do governador no município.

“O governador sempre está aqui em Dourados. Sempre vejo ele em atos públicos. Ele valoriza nossa cidade e nós, douradenses. Ele vem sempre aqui, e isso mostra que se importa com a cidade e conosco.”

São percepções individuais, expressas por apoiadores que decidiram participar de um ato de campanha. Mas ajudam a explicar como a relação entre governo, cidade e eleitor aparece para quem estava do outro lado dos discursos e do palanque.

Dourados e o peso de uma região
A dimensão política do encontro também está relacionada ao lugar ocupado por Dourados em Mato Grosso do Sul.

Segunda maior cidade do Estado, o município exerce influência econômica, social e política sobre uma região formada por dezenas de cidades. No discurso das lideranças locais, essa condição reforça a necessidade de participação de Dourados nas decisões estaduais.

Há ainda um componente diretamente ligado à composição da chapa governista. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, é de Dourados e concorre novamente ao lado de Riedel. A candidatura dos dois foi confirmada na convenção partidária de 1º de agosto.

Para Daniel Junior, presidente da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul, a presença de representantes da região no núcleo político do Estado fortalece essa representatividade.

“Há muito tempo eles têm ajudado a nossa cidade, ajudando todos os prefeitos que passaram aqui, para que possamos crescer não só como a segunda maior cidade do Estado, mas como uma grande cidade que congrega 34 municípios nessa composição de polo que Dourados é”, afirmou.

Daniel também relacionou essa representação à permanência de Barbosinha na chapa.

“Não tenho dúvida de que o governador, junto com o nosso vice-governador Barbosinha, indicado aqui por nós de Dourados para compor essa chapa, traz ainda mais a representatividade que Dourados precisa e merece.”

O encontro contou ainda com a presença do ex-governador Reinaldo Azambuja, que disputa uma vaga no Senado nas eleições deste ano.

Quando a política chega à vida cotidiana

Em uma mobilização eleitoral desse tamanho, os grandes símbolos são os mais visíveis: a carreata, as bandeiras, os candidatos, os discursos e a multidão. Mas histórias como a de Juliana revelam uma dimensão menos evidente da política pública.

Aprender a ler e escrever muda a relação de uma pessoa com documentos, serviços, trabalho e com a própria autonomia. Conseguir um emprego significa renda dentro de casa. Para quem tem dois filhos, como Juliana, essa transformação chega a algo muito concreto: a possibilidade de garantir o alimento da família.

O relato não significa que todos os participantes tenham experimentado a mesma trajetória nem elimina os desafios que políticas de educação de jovens e adultos, qualificação profissional e acesso ao emprego ainda precisam enfrentar. Mostra, porém, como serviços públicos podem deixar de ser apenas nomes de programas ou estruturas administrativas quando alcançam uma pessoa.

Quando o encontro se aproximava do fim, Juliana sabia que sua história provavelmente continuaria desconhecida pelo homem que ela havia ido prestigiar.

“Ele não tem ideia de tudo isso que ele fez, mas eu vim aqui para prestigiar ele. Ele merece fazer o bem para mais pessoas”, disse.

Em meio a milhares de pessoas, bandeiras e vuvuzelas, era uma declaração simples. Para Juliana, no entanto, a política daquela noite não estava apenas no palanque. Estava também no caminho que percorreu até aprender a ler, encontrar trabalho e poder, como ela própria resumiu, colocar o pão de cada dia no prato dos filhos.