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Empresas de apostas preparam ação no STF para tentar suspender proibição das bets
FLáVIO VERãO
Empresas de apostas esportivas planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. Segundo informações divulgadas pela CBN, o pedido de liminar deve ser apresentado até terça-feira (29). Até o momento, trata-se de uma iniciativa anunciada pelo setor, sem decisão judicial sobre a proibição.
A articulação reúne a Associação Nacional de Jogos e Loterias, o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável e outras entidades. A intenção é levar o pedido a quatro ações diretas de inconstitucionalidade que já tramitam no STF, sob relatoria dos ministros Luiz Fux, Kássio Nunes Marques e André Mendonça.
Entre os argumentos previstos, as empresas questionam o prazo dado para encerrar as operações, a extensão da proibição às licenças estaduais e a interrupção de contratos, empregos e patrocínios esportivos. O setor também pretende discutir o destino dos R$ 30 milhões pagos por cada autorização de funcionamento. A Medida Provisória nº 1.394, porém, prevê expressamente um período de transição e estabelece que o encerramento das autorizações não dá direito à devolução das taxas de outorga nem a indenização. Esses pontos serão objeto da contestação pretendida pelas entidades.
Publicada na sexta-feira (25), a MP proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. Novos depósitos nas plataformas foram vedados desde a publicação. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente seus saldos, e sites e aplicativos deverão sair do ar a partir do dia 6.
Depois disso, as empresas deverão informar aos bancos, em 7 e 8 de outubro, os valores devidos a cada apostador. A devolução está prevista para o período de 9 a 14 de outubro. Se houver impedimento para o pagamento pelos bancos, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos para providenciar a restituição. A medida provisória está em tramitação no Congresso Nacional.






