Na estreia da campanha da TV neste 2º turno, Flávio promete manter programas sociais, e Lula critica cortes no governo Jair Bolsonaro

Candidatos a presidente retomaram nesta sexta-feira (9) os programas eleitorais; senador reforçou discurso de mudança, enquanto petista criticou gestão do pai de Flávio.

BATANEWS/G1


Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) em novo programa eleitoral — Foto: reprodução

Os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula retomaram nesta sexta-feira (9) a propaganda eleitoral na TV. Flávio prometeu manter programas sociais, enquanto Lula criticou a gestão anterior.

A propaganda de Flávio destacou o resultado do 1º turno e disse que, se eleito, ele não vai cortar benefícios sociais. O candidato assegurou a manutenção e reajuste do Bolsa Família.

O programa de Lula criticou propostas de "tesouraço" do adversário e relembrou reduções de verba anteriores. O presidente agradeceu os votos recebidos e convocou mobilização nas ruas.

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) retomaram nesta sexta-feira (9) a propaganda eleitoral na televisão para o segundo turno. Como adiantou o g1, Flávio reforçou o discurso de “mudança' e prometeu manter programas sociais, enquanto Lula fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, agradeceu votos e pediu mobilização nas redes sociais e nas ruas.

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As peças seguiram as estratégias adotadas pelos candidatos na primeira semana de campanha após o primeiro turno.

O programa de Flávio destacou o resultado do primeiro turno, em que o senador ficou à frente do presidente Lula em número de votos. "A gente não está começando aqui uma nova campanha de segundo turno. A gente está dando o passo final para uma mudança que já começou", disse na abertura da peça.

A campanha apresentou uma sequência de perguntas e respostas sobre a continuidade do Farmácia Popular, do Minha Casa Minha Vida e do Bolsa Família. O trecho foi precedido por um alerta para que os eleitores tenham cuidado com notícias falsas.

“Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício', afirmou o candidato.

Flávio também prometeu reduzir as prestações do Minha Casa Minha Vida e afirmou que o SUS terá “padrão Einstein', em referência ao hospital. A peça não detalhou como essas medidas seriam implementadas.

A defesa dos programas sociais ocorre depois de Lula publicar, na quinta-feira (8), um vídeo nas redes sociais no qual afirma que a eleição do adversário colocaria em risco benefícios e serviços de saúde.

Na gravação, dirigida àqueles “que não fazem o L e nem arminha', o presidente diz: “Se Flávio Bolsonaro vencer, você perde. Perde a Farmácia Popular, o especialista no SUS e o tratamento com a caneta emagrecedora'.

Ao longo da peça, a propaganda de Flávio Bolsonaro repetiu o slogan “Brasil do mesmo lado'. O tom propositivo e o discurso de mudança haviam sido antecipados por integrantes da equipe do senador.

Lula critica governo Jair Bolsonaro

O programa de Lula abriu com críticas à proposta de “tesouraço' de Flávio e exibiu trechos de notícias sobre cortes de recursos durante o governo de Jair Bolsonaro(PL). A peça mencionou áreas como Farmácia Popular, combate ao câncer, financiamento habitacional e merenda escolar.

“Quando um dos Bolsonaro fala em corte, é preciso relembrar para não repetir', afirmou a locução. Na sequência, a propaganda associou uma eventual vitória de Flávio à perda de benefícios: “Não deixe esse pesadelo voltar. Com o Flávio Bolsonaro, você perde'.

Em sua fala, Lula agradeceu aos eleitores que votaram nele no primeiro turno e se dirigiu a quem não o apoiou. O presidente afirmou que chega à sua “última eleição' preparado para promover mudanças e vinculou a ideia de prosperidade à geração de empregos de qualidade, melhores salários e oportunidades de crescimento.

“Você quer prosperidade. Eu estou junto com você', disse. A peça também direciona pedido de votos aos eleitores que votaram em outros candidatos que não Flávio no 1º turno.

A peça exibiu depoimentos de deputados chamados pela campanha para reforçar a ofensiva digital. Os participantes convocaram apoiadores a conversar com outros eleitores e fazer campanha nas redes sociais e nas ruas. Houve ainda uma manifestação em defesa do fim da escala de trabalho 6x1.

Entre os presentes, está a deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos. Ela é uma das responsáveis pela ofensiva digital da campanha de Lula.

Ao final, Lula contrapôs o discurso de mudança de Flávio, evocando a possibilidade de retorno ao passado e a perda de direitos.

“Mudar não é voltar ao passado. Mudar não é perder o que a gente conquistou, nem voltar atrás nas conquistas das mulheres e dos trabalhadores', afirmou.

O presidente encerrou com um chamado à mobilização: “Vamos para a rua, vamos para as redes, vamos juntos ganhar essa eleição'.