Preços da soja oscilam com avanço desigual da semeadura

Em Mato Grosso do Sul, Dourados se manteve em R$ 141,00, enquanto Campo Grande caiu para R$ 136,50 e Chapadão do Sul para R$ 135,00.

BATANEWS/AGROIN


O mercado brasileiro de soja registrou pressão sobre os preços em parte das regiões produtoras, enquanto o avanço do plantio segue condicionado pelas chuvas. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações recuaram em praças do Sul e do Centro-Oeste nesta quinta-feira, com negociações seletivas e atenção dos produtores aos custos de entrega.

No Rio Grande do Sul, as ofertas caíram R$ 0,50 por saca, com Rio Grande a R$ 156,50, Passo Fundo a R$ 147,50 e Santa Rosa a R$ 148,50. A umidade excessiva dificulta a entrada das máquinas e mantém a semeadura em estágio inicial, conforme a Emater/RS-Ascar.

Em Santa Catarina, Campos Novos permaneceu em R$ 148,00. A implantação avança em ritmos diferentes, com emergência nas primeiras áreas do Oeste e Meio-Oeste e preparo do solo em outras localidades.

No Paraná, 36% da área havia sido semeada, segundo o Deral, com lavouras predominantemente em boas condições. Paranaguá ficou em R$ 154,00, Cascavel em R$ 143,00 e Ponta Grossa em R$ 147,00, todos estáveis. As chuvas favorecem a germinação, mas restringem novas operações e a logística.

Em Mato Grosso do Sul, Dourados se manteve em R$ 141,00, enquanto Campo Grande caiu para R$ 136,50 e Chapadão do Sul para R$ 135,00. O plantio atingia 18% em 2 de outubro, com diferenças expressivas entre regiões. A comercialização da safra 2025/26 alcançava 92% em 5 de outubro.

Em Mato Grosso, as referências recuaram R$ 0,80 por saca nas praças acompanhadas pelo Imea. Rondonópolis marcou R$ 145,05 e Sorriso, R$ 137,40. A semeadura somava 10,23% até 2 de outubro, em meio à distribuição irregular das chuvas. Nesse cenário, a necessidade de caixa, o frete e as condições de pagamento seguem determinantes para os negócios, enquanto o clima orienta as decisões no campo.