Jardim: Após advogado ser baleado, juiz destaca gravidade do caso e defende manutenção da prisão

A avaliação consta em documento enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), no qual o magistrado apresentou os motivos para manter a prisão preventiva.

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O episódio em que um advogado foi baleado após o cumprimento de uma ordem judicial em Jardim foi apontado pelo juiz da 1ª Vara, Milton Zanutto Junior como uma situação que pode representar um ataque indireto ao próprio Poder Judiciário. A avaliação consta em documento enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), no qual o magistrado apresentou os motivos para manter a prisão preventiva de Alex Sandro Regmunt, investigado pelo caso.

A manifestação foi feita após a defesa de Alex entrar com um pedido de habeas corpus para tentar conseguir sua liberdade. O documento foi assinado em 15 de outubro e reúne os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal. Portanto, não representa o resultado do julgamento do pedido.

Ao explicar por que considera necessária a manutenção da prisão, o Juiz Milton Zanutto Junior destacou que os disparos teriam ocorrido depois que uma oficial de Justiça cumpriu um mandado de busca e apreensão de um veículo que estava com a esposa do investigado.

Conforme o relato reunido no processo, o veículo apreendido seguia em direção ao Fórum de Jardim quando teria sido interceptado por outro carro, conduzido por Alex. Segundo a investigação, ele teria emparelhado os veículos e atirado contra o motorista, que foi atingido.

Na avaliação do magistrado, a gravidade está também no fato de que a vítima e a oficial de Justiça estavam cumprindo uma determinação judicial. O juiz considerou que a prisão é necessária para proteger a vítima e garantir a ordem pública, entendendo que outras medidas cautelares não seriam suficientes neste momento.

No pedido apresentado ao TJMS, a defesa argumenta que não existem motivos suficientes para manter Alex preso preventivamente. Também informou que ele é pai de uma criança com deficiência.

O habeas corpus está sob análise da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Até o documento assinado pelo juiz em 15 de outubro, não havia decisão informada sobre a concessão ou a negativa do pedido.

A manifestação judicial também menciona as armas encontradas no veículo do investigado após a ocorrência. Segundo o documento, foram apreendidos um revólver, uma pistola e uma espingarda de pressão.

O juiz ressaltou que havia registro das armas de fogo, mas apontou que a documentação não autorizava o porte nas circunstâncias verificadas no caso.

O caso ocorreu no último dia 8 de outubro, em Jardim. Na ocasião, uma oficial de Justiça cumpria uma ordem de busca e apreensão de uma Fiat Strada. Após a retirada do veículo, o motorista seguia em direção ao Fórum quando teria sido interceptado pelo carro conduzido por Alex.

O homem foi atingido pelos disparos e recebeu atendimento médico. Alex foi preso em flagrante pela Polícia Militar e passou a responder ao processo, que tramita na Justiça como homicídio qualificado.

A discussão sobre a manutenção da prisão preventiva e o pedido de habeas corpus segue no âmbito do Tribunal de Justiça.