Justiça
PF investiga Tribunal de Contas em operação que também atinge MS
Presidente do TCE de MT foi preso em investigação sobre suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos
BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas, que também tem ações em Mato Grosso do Sul, para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos a servidores do TCE (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso). Até o momento, não foi divulgado quem são os alvos da operação em MS nem quais cidades do Estado recebem as equipes policiais.
Mais de 180 policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e são executadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.
Também são investigadas divergências nos pagamentos feitos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em dinheiro. A apuração busca identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.
No TCE de Mato Grosso do Sul já houve operação antes tendo inclusive conselheiros como alvos, havendo afastamentos e exonerações de servidores. A parte da investigação que envolve conselheiros tramita no STJ, que mantém até hoje afastado o conselheiro Ronaldo Chadid. Além da repercussão na esfera criminal, uma ação de improbidade administrativa tramita no Fórum de Campo Grande. As investigações também foram sobre irregularidades em contratos, incluindo serviços de informática, com valores milionários.
Conforme informações preliminares apuradas pelo Gazeta Digital, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, foi preso durante a operação. Também estão entre os alvos servidores da corte, o conselheiro José Carlos Novelli e Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do tribunal.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação busca reunir provas sobre as possíveis irregularidades e identificar os envolvidos no esquema investigado.







