Moraes derruba sigilo do “inquérito do golpe' e envia à PGR

Procuradoria irá decidir se denunciará os envolvidos; relatório da PF indicia o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 36 pessoas

BRUNA ARAGãO


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes derrubou nesta 3ª feira (25.nov,2024) o sigilo do relatório da PF (Polícia Federal) que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado por militares em 2022

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes derrubou nesta 3 ª feira (25.nov.2024 ) o sigilo do relatório da PF (Polícia Federal) que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado por militares em caso de derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, em 2022. 

Na decisão, Moraes determina o encaminhamento do material para a PGR (Procuradoria Geral da República), que deverá decidir se denunciará os indiciados . Eis a íntegra (PF – 167 kB). 

A investigação, concluída pela corporação na 5ª feira (21.nov), levou ao indiciamento de 37 pessoas. Entre elas, estão:

 5 pessoas foram presas em 19 de novembro de 2024: 

Segundo apurou o Poder360, a manifestação sobre uma possível denúncia deve ficar para 2025, depois do recesso do Judiciário, que termina em 6 de janeiro.

No documento, o ministro ressalta ainda a manutenção do sigilo do processo relacionado ao acordo de colaboração premiada de Mauro Cid “em razão da existência de diligências em curso e outras em fase de deliberação '.

Na investigação, a Polícia Federal concluiu que núcleos foram agrupados para disseminar a narrativa de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da sua realização. A finalidade seria legitimar, eventualmente, uma intervenção das Forças Armadas.

No relatório, a PF enumera os núcleos de atuação do grupo, onde os integrantes agiram de forma “simultânea e coordenada”, operacionalizando medidas para desacreditar o processo eleitoral e planejar e executar um golpe de Estado, a fim de se manter no poder.

A PF apontou a existência de organização criminosa com 5 eixos de atuação:  

O último eixo se divide em:

      5.1. uso de suprimentos de fundos (cartões corporativos) para pagamento de despesas pessoais;       5.2. inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina; e       5.3. desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, ou agentes públicos a seu serviço, além da “posterior ocultação com o fim de enriquecimento ilícito' .

Esta reportagem foi escrita pela estagiária de jornalismo Bruna Aragão sob a supervisão da editora-assistente Isadora Albernaz.