Em MS, 7,4 mil detentos reduziram tempo de pena com leitura de livros

Cada obra lido pode possibilitar a redução de 4 dias da condenação recebida

BATANEWS/REDAçãO


Interno escolhendo livro para iniciar leitura (Foto: Divulgação)

Em 2023, 7,4 mil detentos de Mato Grosso do Sul conseguiram reduzir suas penas por meio do projeto 'Remição pela Leitura', que permite a leitura de livros e a elaboração de resenhas como forma de avaliação. Com a adesão de 66% dos estabelecimentos penais do estado, cada livro lido pode resultar em uma redução de até 4 dias da pena, totalizando 48 dias ao longo do ano.

O projeto, iniciado em 2017 com apenas 276 participantes, espera que 8 mil internos se inscrevam em 2024, refletindo um crescimento significativo na participação ao longo dos anos.

Conforme o regramento emitido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o reeducando pode, de forma voluntária, escolher um livro para ler a cada 30 dias. Após terminar a leitura, o participante deve realizar uma resenha ou relatório para ser avaliado.

Durante a avaliação é analisado se há clareza, estética textual e a originalidade do conteúdo. Entre os avaliadores estão a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), UEMS (Universidade Estadual), Unigran (Universidade da Grande Dourados), IFMS (Instituto Federal), Faculdade Insted e a FIPAR (Faculdades Integradas de Paranaíba), a Igreja Evangélica Missões Brasa Viva, professores voluntários e equipes de servidores das próprias unidades prisionais.

Cada livro lido pode possibilitar a redução de 4 dias da pena do detento. Em um ano, os participantes podem conquistar 48 dias a menos, se ler uma obra em todos os meses do ano.

Em MS, o projeto está sendo realizado desde o ano de 2017, na época haviam apenas 276 participantes. Com o passar dos anos o número de internos subiu gradativamente. Para 2024, é esperado a adesão de 8 mil pessoas, pois no primeiro semestre foram registradas 4,5 mil interessados.

A parceria entre os presídios e o judiciário iniciou em Paranaíba e se estendeu para Aquidauana, Nova Andradina e Campo Grande. A expansão do projeto foi normatizado em 2019 pelo Tribunal de Justiça.