Julgamento de recurso de Leandro Fedossi movimenta bastidores políticos em MS

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O julgamento do recurso do prefeito de Nova Andradina, Leandro Fedossi (PSDB), e do vice, Arion Aislan, contra a decisão que cassou seus mandatos, movimenta os bastidores políticos em Mato Grosso do Sul. A análise pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) foi adiada após pedido de vista do juiz Fernando Nardon, e deve ser retomada somente em outubro.

Além de Fedossi e Arion, outros seis réus respondem ao processo, acusados de integrar um suposto esquema de disseminação de conteúdos falsos contra a candidata derrotada, Dione Hashioka (PSDB), nas eleições de 2024.

O relator do caso, juiz Carlos Alberto Almeida, votou pela improcedência do pedido de cassação. Para ele, não há provas da participação direta dos candidatos, e as mensagens apresentadas seriam diálogos entre simpatizantes e apoiadores, sem gravidade suficiente para alterar o resultado da eleição.

A posição diverge do parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE). O procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, defendeu a cassação dos diplomas, alegando que houve uso indevido de meios de comunicação, inclusive redes sociais, configurando abuso de poder político e econômico.

Em primeira instância, a juíza Cristiane Biberg, da 5ª Zona Eleitoral de Nova Andradina, já havia cassado os diplomas de Fedossi, Arion e dos demais envolvidos, além de declarar todos inelegíveis por oito anos. Caso a decisão seja confirmada, o município poderá passar por novas eleições.

Especialistas apontam que, independentemente do desfecho no TRE-MS, o caso dificilmente será encerrado sem recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em último grau, ao Supremo Tribunal Federal (STF), dado o peso político e as repercussões da disputa.

O julgamento do caso despertou grande atenção em todo o Mato Grosso do Sul, especialmente em Nova Andradina e cidades vizinhas, onde moradores acompanham de perto cada desdobramento. Além disso, o episódio alerta eleitores e candidatos para a importância de fiscalizar a disseminação de conteúdos que possam influenciar ou prejudicar campanhas nas próximas eleições.