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Casa de mulher desaparecida há 3 meses é demolida com móveis dentro
Depiladora de 56 anos morava no imóvel há 17 anos e a área está em processo de inventário
BATANEWS/CGNEWS
Desaparecida desde maio deste ano, a depiladora Maria Cleuza de Jesus Ferreira, 56 anos, teve a casa onde morava há 17 anos demolida, com os móveis e eletrodomésticos dentro. O caso foi descoberto pelos familiares que foram ao imóvel no Bairro Universitário, em Campo Grande, e registraram o caso como furto e dano na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, na noite de quinta-feira (27).
Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo genro da vítima, Flávio Martins, desde o sumiço de Maria Cleuza, a família vinha cuidando da manutenção da residência, uma estrutura mista de alvenaria e madeira. Para afastar a impressão de abandono e proteger os bens, parentes limpavam o quintal e pernoitavam no local com frequência.
Até o dia 22 de agosto, a casa permanecia intacta e equipada com geladeira, dois fogões (um a lenha e outro convencional), botijão de gás, três camas de casal, berço e roupas. No entanto, na noite de terça-feira (25), vizinhos alertaram a família de que o imóvel havia sido derrubado.
Ao ir ao local, o genro constatou que a edificação estava totalmente destruída e que a maioria dos pertences desapareceu ou foi esmagada sob os escombros. Ele então procurou a polícia e registrou o caso na noite de quinta-feira.
Ainda segundo o registro policial, imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos registraram que dois ou três homens a bordo de um veículo, que vinha sendo visto na região com frequência desde o sumiço da moradora, estiveram no endereço e, posteriormente, retornaram acompanhados de uma equipe para executar a demolição.
De acordo com familiares, o imóvel é pivô de uma disputa de posse. A área está em processo de inventário e os herdeiros do antigo proprietário teriam entrado com pedido de reintegração de posse. Maria Cleuza morava no local mediante um contrato firmado com o ex-dono para cuidar da propriedade. A neta da vítima relatou que, antes do desaparecimento, uma advogada ligada à família do falecido fez ameaças à idosa.
'Não permitiram que ela tivesse a dignidade de tirar nada. Tinha geladeira, roupas, tudo... passaram por cima de tudo', desabafou a neta Lorena Dutra, 22 anos.
No boletim de ocorrência, o comunicante frisou que não houve apresentação de ordem ou mandado judicial para a destruição do imóvel, tampouco autorização para a retirada dos bens.
Desaparecimento
O sumiço de Maria Cleuza já vinha sendo investigado pela Polícia Civil desde o dia 23 de maio de 2026. Naquela data, por volta das 19h, a depiladora falou por telefone com a neta, Lorena Dutra de Souza, combinando uma visita para o dia seguinte.
No domingo (24/05), porém, a família recebeu uma ligação do próprio celular de Maria Cleuza. Ao atender, quem falou foi uma voz masculina, afirmando: 'Eu achei esse celular aqui na UPA'. Parentes foram até a UPA Universitário (Unidade de Pronto Atendimento Universitário), mas ninguém viu a moradora ou o homem.
No dia seguinte, ao ligar novamente para o número, a mesma voz masculina atendeu e mudou a versão: 'Eu saí da cadeia há poucos dias e comprei esse chip'. Ao ser questionado sobre a contradição, o homem demonstrou nervosismo, desligou e não atendeu mais.
Maria Cleuza faz uso diário de medicação contínua para hipertensão arterial, não consome bebidas alcoólicas e não tem vícios. Quem tiver informações sobre o paradeiro da depiladora pode entrar em contato pelos telefones (67) 99309-9573 ou (67) 99136-0177.






