MS Ativo reúne R$ 3 bilhões em obras nos municípios e articula ações em saúde, educação, saneamento, assistência social e qualificação nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul

BATANEWS/ASSESSORIA DE IMPRENSA


Foto: Assessoria

Allany tem 10 anos e não precisa de grandes explicações para dizer o que sente por Ribas do Rio Pardo. Quando fala da cidade onde vive, resume tudo em uma frase:

“Aqui tem tudo que eu gosto.”

É simples, mas há muito dentro dessas seis palavras. Para uma criança, a cidade é a escola, a rua, os amigos, a família, os lugares conhecidos e as primeiras descobertas. Para quem trabalha, produz ou cria os filhos, também é onde oportunidades — ou a falta delas — passam a interferir diretamente na vida.

É a partir dessa realidade que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, define o municipalismo como uma das bases de sua gestão: fazer com que obras, serviços e políticas públicas cheguem aos 79 municípios e sejam organizados de acordo com as necessidades de cada região.

“Pra aquela criança, a cidade dela é a mais importante do mundo. Porque pra quem vive ali, ela é”, afirma Riedel ao comentar a frase de Allany.

Por meio do MS Ativo, Estado e municípios passaram a trabalhar conjuntamente na definição de prioridades. O programa atua tanto em obras de infraestrutura quanto em serviços de saúde, assistência social, educação, qualificação profissional, esporte e cultura. Somente em obras, os investimentos previstos chegam a R$ 3 bilhões.

A proposta parte de uma ideia que o governador costuma resumir de maneira direta: o endereço onde alguém nasceu ou decidiu viver não deve determinar o tamanho das oportunidades que terá.

“Não importa onde você mora, de Corumbá a Mundo Novo, de Paranaíba a Ladário, porque o lugar que você vive não pode definir até onde você pode chegar”, afirma.

Em Camapuã, asfalto virou tempo e previsibilidade

Para Luciano Bernart, produtor rural em Camapuã, a diferença entre ter e não ter infraestrutura pode ser medida em horas — às vezes, em dias.

Sua família está na região desde 1979. Durante parte dessa trajetória, transportar a produção significava conviver com dificuldades que fugiam ao controle de quem estava trabalhando na propriedade.

“Nós chegamos a ficar dois dias na fila para poder escoar a produção”, lembra.

A pavimentação mudou essa rotina.

“Com a chegada da pavimentação, isso mudou muito. A gente consegue programar melhor uma entrega do produto.”

Para quem depende da estrada para produzir e comercializar, conseguir prever uma entrega significa organizar melhor o trabalho e reduzir a incerteza que começa no portão da propriedade e acompanha a carga até o destino.

É essa dimensão cotidiana que transforma uma obra pública em algo maior do que quilômetros pavimentados.

Hospital mais perto muda o caminho do paciente

Na saúde, a regionalização busca enfrentar outro tipo de distância: aquela que separa o paciente do atendimento que precisa.

Mato Grosso do Sul fortalece 45 hospitais de média complexidade e ampliou de um para quatro o número de hospitais regionais. O Hospital Regional de Corumbá deverá ser o quinto.

Reginaldo da Silva, prestador de serviços em Inocência, percebeu a importância dessa estrutura ao precisar do Hospital Regional de Dourados.

“Eu me surpreendi aqui, como o hospital é uma válvula de escape. Porque, se não fosse ele, imagina eu ter que sair daqui para ir para Campo Grande”, conta.

A frase traduz um dos objetivos da descentralização: evitar que a Capital seja o destino obrigatório sempre que moradores do interior necessitam de serviços hospitalares de maior complexidade.

“É o atendimento chegando mais perto do cidadão”, afirma Riedel.

Ao ampliar a rede regional, a política de saúde altera também algo que quase nunca aparece nas estatísticas: a estrada que o paciente deixa de percorrer, o tempo de deslocamento que diminui e a possibilidade de buscar atendimento mais próximo de onde vive.

Estudar sem deixar para trás a própria vida

Em Ribas do Rio Pardo, Hillary Jerônimo encontrou outro significado para a ideia de oportunidade perto de casa.

Assistente de PCM, ela conseguiu participar de uma formação do Senai sem precisar deixar o município — e, principalmente, sem se afastar da família.

“Eu tive a oportunidade de fazer parte do Senai. E eu ter conseguido estudar onde está toda a minha família, onde está todo o meu suporte, e ter isso aqui em Ribas do Rio Pardo, cara, é uma revolução muito emocionante e importante”, relata.

Num município em transformação, a qualificação profissional passa a ser parte do desafio de permitir que os próprios moradores participem das oportunidades abertas pelo crescimento econômico.

Para Riedel, esse é um dos pontos centrais do municipalismo.

“Não importa se você está na capital ou no menor distrito do interior. Eu sei que você tem um talento, um potencial, tem vontade de crescer. Muitas vezes, o que falta é a oportunidade.”

Investimentos chegam às escolas, ao saneamento e à proteção social

A mesma lógica se estende a outras políticas públicas.

Mais de R$ 1 bilhão foram investidos nas escolas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. O saneamento avança com a meta de universalização em 2028. Programas sociais alcançam famílias nos 79 municípios.

O MS Ativo procura integrar essas áreas a partir das prioridades locais, com Estado e prefeituras mapeando necessidades e definindo ações conjuntamente.

Para Riedel, municipalismo significa justamente substituir uma relação distante entre as esferas de governo por uma atuação construída dentro das cidades.

“Quem escolhe estar presente não governa de longe, vai onde a vida acontece, ouve, trabalha junto, divide responsabilidades. Isso é o municipalismo, um jeito de governar que começa em cada cidade e valoriza cada pessoa.”

A transformação dos municípios também pode ser percebida por quem acompanha uma cidade durante décadas. Francisco de Oliveira, proprietário de uma autoelétrica em Inocência, vive ali há 41 anos.

“Nesses 41 anos que eu estou aqui, é um desenvolvimento que eu jamais imaginava”, afirma.

É uma mudança que assume formas diferentes de acordo com o lugar. Em Camapuã, pode ser percebida na estrada que permite ao produtor organizar a entrega. Em Dourados, no hospital que evita o deslocamento até Campo Grande. Em Ribas do Rio Pardo, na possibilidade de estudar e se qualificar sem abandonar a família.

Nenhuma dessas experiências significa que os problemas estejam resolvidos.

“É claro que ainda tem muito trabalho pela frente, muito problema para resolver”, reconhece Riedel.

O desafio agora é fazer com que essa presença continue chegando às diferentes realidades de Mato Grosso do Sul — da Capital aos menores municípios e distritos — e que crescer no lugar onde se vive deixe de depender da distância até os grandes centros.

Para Allany, aos 10 anos, a resposta ainda cabe naquela frase curta. “Aqui tem tudo que eu gosto.”

Para o poder público, o desafio é fazer com que gostar da própria cidade também possa significar encontrar nela condições para estudar, trabalhar, cuidar da saúde, produzir e construir o futuro.