Política
Governo Lula rebate e diz que EUA ignora medidas do Brasil contra o crime organizado
Mais cedo, a administração de Donald Trump acusou o Brasil de omissão no combate às facções criminosas
BATANEWS/CARTACAPITAL
O Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu, na noite desta quarta-feira 16, o documento do governo dos Estados Unidos sobre o Brasil ter supostamente falhado em confrontar o PCC e o Comando Vermelho, organizações que Washington classificou como terroristas.
Em nota, a pasta disse que o ato do governo dos EUA sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas no ano fiscal de 2027 não inclui o Brasil. Afirmou, ainda, que as críticas do governo Donald Trump desconsideram uma série de esforços brasileiros, como a Lei Antifacção e dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais.
No documento, a administração Trump afirma que o PCC e o Comando Vermelho “transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína' e diz que os grupos representam uma ameaça crescente à segurança internacional. Na sequência, cobra que governo brasileiro adote medidas para derrotar as duas facções “antes que elas se espalhem e cresçam'.
O governo brasileiro reagiu afirmando que a manifestação norte-americana desconsidera a própria cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Além disso, o presidente Lula (PT) ainda não recebeu resposta da proposta que entregou a Trump de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas.
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reafirma que o combate ao crime organizado é prioridade do Governo Federal e vem sendo conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional e jurídica', continua.
A nota completa reforçando que o combate ao crime organizado no Brasil seguirá “de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, como demonstram os resultados obtidos nos últimos anos'.






