Política
Com Lula reeleito, Janja segue como primeira-dama do Brasil; conheça a trajetória da socióloga
Janja nasceu no Paraná e se filiou ao PT aos 17 anos, trabalhou na Itaipu e na Eletrobras. No governo federal, atua em pautas como o enfrentamento à violência de gênero.
BATANEWS/G1
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, permanecerá como primeira-dama do Brasil por mais 4 anos.
Filiada ao PT desde os 17 anos, ela se formou em Ciências Sociais e trabalhou na Itaipu Binacional e na Eletrobras antes de se casar em 2022.
Como primeira-dama, Janja atuou em pautas sociais, sendo nomeada enviada especial da COP30 em 2025 e Campeã da FAO contra a Fome em março de 2026.
Na campanha de 2026, ela manteve perfil atuante, discursando em comícios, cantando jingles e auxiliando decisões e a segurança do presidente reeleito.
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rosângela da Silva, conhecida como Janja, permanece no papel de primeira-dama por mais quatro anos.
Janja é socióloga e passou a ser conhecida nacionalmente após o relacionamento com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornar público em 2019.
A primeira-dama ganhou protagonismo durante o terceiro mandato do marido, com participação em agendas oficiais, viagens internacionais e articulações.
A atuação provocou críticas de aliados e opositores, além de questionamentos sobre os limites do papel da primeira-dama, que voltaram a ganhar força durante a campanha eleitoral de 2026.
A ligação de Janja com a política, no entanto, começou décadas antes de Lula voltar ao Palácio do Planalto. Filiada ao PT desde os 17 anos, ela costuma se definir como “petista de carteirinha'.
Paranaense nascida em União da Vitória, em 1966, Janja se mudou com a família para Curitiba, capital do Paraná, ainda na infância.
Na cidade, cursou Ciências Sociais na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na área acadêmica, a primeira-dama também tem especialização em História e MBA em Gestão Social e Sustentabilidade.
Em 2005, começou a trabalhar na Itaipu Binacional, onde atuou em programas ligados ao desenvolvimento sustentável.
Entre 2012 e 2016, trabalhou na Eletrobras como assessora de comunicação e relações institucionais. Depois, voltou à Itaipu, de onde saiu em 2020.
Relacionamento com Lula
Janja conhece Lula desde a década de 1990, período das chamadas Caravanas da Cidadania, viagens feitas pelo petista por diferentes regiões do país.
Décadas depois, ela participou das vigílias organizadas em Curitiba no período em que Lula esteve preso na Superintendência da Polícia Federal no Paraná.
O próprio Lula já contou que, durante o período na prisão, Janja enviava “comidinha' para ele à noite, além de fazer visitas e mandar cartas que eram entregues pelos advogados de Lula.
Quando Lula foi solto, em novembro de 2019, Janja estava ao lado dele no primeiro discurso feito após a saída da prisão. Ela segurava uma faixa com a frase “Lula é inocente'.
Os dois passaram a viver juntos após a soltura do petista e se casaram em maio de 2022, em São Paulo.
Posse e papel no governo
Com Lula eleito em 2022, Janja coordenou boa parte da organização da posse presidencial em 2023 e participou da idealização da cena em que pessoas subiram a rampa do Planalto e entregaram a faixa presidencial a Lula.
Ela também esteve por trás do show com artistas que se apresentaram gratuitamente na Esplanada dos Ministérios após a posse.
Com perfil de primeira-dama atuante, Janja passou a acompanhar o presidente em compromissos oficiais e viagens internacionais, e assumiu atuação própria em algumas pautas.
Entre elas estão o combate à fome e à pobreza, a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero.
Em 2025, foi escolhida como enviada especial da COP30 para Mulheres. Na função, participou da articulação e da escuta de grupos ligados à agenda de gênero nas discussões sobre mudanças climáticas.
Em março de 2026, Janja foi nomeada Campeã da Boa Vontade da FAO contra a Fome. Segundo a agência das Nações Unidas, a função envolve a promoção da segurança alimentar, do empoderamento das mulheres e de sistemas agroalimentares sustentáveis.
Em 2026, ela também passou a participar da articulação do Pacto Brasil contra o Feminicídio que foi lançado pelo governo federal envolvendo todos os Poderes da República.
Campanha de 2022
Na eleição de 2022, Janja participou do lançamento da pré-campanha de Lula à Presidência e apresentou uma nova versão do jingle “Lula Lá'.
Ao longo da disputa, esteve em comícios e outros atos de campanha ao lado do petista e de lideranças do PT.
Também ajudou na aproximação da candidatura com artistas e representantes do setor cultural.
Campanha de 2026
Neste ano, Janja esteve ao lado de Lula no lançamento da candidatura em São Bernardo do Campo, onde discursou, lembrou da bandeira costurada pela ex-primeira-dama, Marisa Letícia, e cantou um dos jingles da campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas.
No Distrito Federal, participou de caminhadas em apoio ao presidente e de ações de campanha, como adesivagem de carros.
A primeira-dama tem acompanhado Lula em carreatas, comícios e outros eventos eleitorais pelo país. Além de cantar e discursar nos atos, Janja também participa de decisões e, aparece dando orientações à equipe e à segurança.
Em situações recentes, chegou a segurar o presidente para evitar uma queda e a afastar um apoiador que se aproximou de forma brusca de Lula.







