Agronegócios
Preço da soja sobe, com suporte da valorização do dólar
Na bolsa de Chicago, cotações do grão ficaram perto da estabilidade.
BRASILAGRO
O preço da soja subiu no mercado brasileiro, com suporte da valorização do dólar na semana depois do segundo turno das eleições. A alta média foi de R$ 1 a saca de 60 quilos no mercado físico nacional, a depender da região, informa a consultoria Pátria Agronegócios.
'No Brasil, o destaque foi a expressiva alta do dólar, garantindo valorização média de R$ 1 por saca no mercado físico', resume o consultor Matheus Pereira, em boletim de mercado que divulga nas redes sociais.
No Porto de Paranaguá, no Paraná, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em cerrou a sexta-feira (30/10) em R$ 158,88 a saca de 60 quilos. A valorização foi de 0,38% em comparação com o dia anterior. No acumulado do mês, a referência caiu 1,66%.
Levantamento da consultoria AgRural mostra um movimento de preços de estabilidade para alta em todas as praças pesquisadas. No norte de Mato Grosso, as variações foram de R$ 2 a saca, com o grão valendo R$ 135,50 em Sinop e R$ 133 em Lucas do Rio Verde.
No Maranhão, as altas foram de R$ 1 a saca nas principais praças, com a saca de soja valendo R$ 142 em Balsas e R$ 157 em São Luís.
No oeste da Bahia, a Associação dos Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba) apontou alta de 1,67% no preço da soja disponível, nesta sexta-feira, com a saca de 60 quilos valendo R$ 144,63. A soja no mercado de balcão subiu 1,48% e ficou em R$ 137 a saca.
Na bolsa de Chicago, as cotações ficaram próximas da estabilidade na sessão desta sexta-feira. O contrato mais negociado, janeiro de 2027, fechou a US$ 12,34 por bushel (-0,04%). Para março de 2027, a cotação foi de US$ 12,43 o bushel (+0,02%).
As atenções dos operadores no mercado internacional estão voltadas, principalmente, para o andamento da safra dos Estados Unidos e a entrada dessa produção no mercado, informa a consultoria argentina Granar.
A previsão é de um volume recorde no país, e o aumento da oferta tende a pressionar os preços. Também nesta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou novas vendas de soja. Mas os destinos não foram revelados.
'Além das especulações sobre a possibilidade dessas transações serem impulsionadas pela demanda chinesa, o fato de a agência não ter confirmado explicitamente novas vendas para a China está causando preocupação entre os comerciantes americanos', diz a consultoria argentina (Globo Rural, 30/10/26)





